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Da tradição indígena à alta gastronomia: como o pinhão virou símbolo cultural e econômico de Cunha

Presente na cultura alimentar brasileira há séculos, o pinhão atravessou gerações até se transformar em um dos principais símbolos gastronômicos e econômicos da Serra da Mantiqueira. Em cidades como Cunha (SP), a semente da araucária vai muito além da tradição e hoje é considerada o “ouro da serra”.

Consumido originalmente por povos indígenas, o pinhão sempre teve papel importante na alimentação por ser nutritivo e abundante nas regiões de clima mais frio. Com o passar do tempo, o alimento foi incorporado à culinária caipira e, mais recentemente, ganhou espaço também na alta gastronomia.

“A gente come o pinhão torrado na chapa do fogão à lenha, na brasa, cozido, faz caldinho. E hoje os restaurantes criam receitas que valorizam esse produto que vem lá da roça”, explicou Joás Ferreira, presidente da Associação dos Moradores, Produtores Rurais e Empreendedores da Estrada do Paraibuna (Amprasp).
Segundo ele, o diferencial está justamente na valorização da origem. “É importante que todos valorizem essa origem caipira do pinhão. Essa é uma tradição cultural muito forte para a gente”, afirmou.

Cunha é o município paulista que mais produz pinhão, com cerca de 800 toneladas por ano. A produção é favorecida pelas características naturais da região, como o clima mais frio e o relevo de montanha, com áreas que chegam a quase 2 mil metros de altitude — condições ideais para o desenvolvimento da araucária, árvore nativa e centenária.






  • Fontes: G1 VALE DO PARAIBA e REGIÃO

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