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interior: olhar para dentro de si e dialogar

Vivemos num ambiente caracterizado pela pressa, pelo frenesi, pelo barulho. Nosso ambiente está cheio de fatores contraditórios, alguns dos quais cansam o corpo e a mente enquanto outros o preservam. Apesar dos fatores negativos que militam contra a mente sadia, bem equilibrada, devemos procurar a calma psicológica, a paz e a serenidade emocional.
Realmente só possuímos o que nós somos dentro de nós. Importante cultivar o hábito de olhar para dentro de si. A vida interior é uma experiência que pertence a cada ser humano. Essa vida interior na qual se decide e se busca o sentido da vida. É saber lidar com às dinâmicas internas do interior e do psíquico. É trabalhar com as narrativas de nossas próprias experiências.
Cada pessoa em sua individualidade tem seu ser profundo, revelando-se como vida. A vida interior é um núcleo de existência, campo de experiências, relações, ligações e vínculos profundos. Esse contato com o ser profundo varia de pessoa para pessoa, e se altera no decorrer da sua vida. E as noções que as pessoas vão tendo de si mesmas dependem dessas variações.
Quando a pessoa não é capaz de manter o diálogo interior consiga mesma, sente-se dispersa e fragmentada, a superficialidade apodera-se da sua vida e logo experimenta a amargura e o vazio.
Para manter vivo esse diálogo interior, as pessoas precisam encontrar espaços de silêncio e de reflexão. Sem esses espaços, o diálogo interior fica bloqueado.
Devemos perceber que o êxito ou o fracasso de nossas vidas depende das fontes das quais nos alimentamos espiritualmente e nos formamos enquanto pessoas. A vida interior robusta evita sermos dominados pelas pulsões, obsessões, sugestões adormecidas no profundo do nosso coração.
Toda pessoa precisa manter sempre um diálogo consigo mesma. Não deve parar de se fazer perguntas e de tentar respondê-las, porque esse diálogo é muito importante para preservar a dimensão da própria interiorização pessoal.
Cultivar a vida interior significa também saber distinguir o essencial do acidental, aquilo que é realmente importante daquilo que é secundário. Vivemos numa época que muitas pessoas enterram o ”tesouro” não conseguem ver o essencial.
É como alguém que vai numa exposição de pintura e se concentra na moldura esquecendo de ver a tela. Ou como aquela pessoa que ao ir a praia se concentra nos grãos de areia que prendem no pé e esquece de ver o mar e o sol. Por não ver o essencial perdem o tesouro. Por exemplo, desejam a felicidade porém quando a encontram não conseguem enxerga-la, perdem o tesouro. O essencial da vida.
O essencial nos permite um novo olhar, capacidade de enxergar em cada acontecimento aquele algo escondido que é muito importante.
Esse essencial é a melhor ocasião que a vida nos oferece. A nossa sociedade pós-moderna cria em muitas pessoas uma névoa nos olhos impedindo de ver, sentir e viver o essencial. Como se costuma dizer: A vida, valor essencial, é breve para se perder tempo com coisas acidentais. O desafio é buscar e enxergar essas pérolas preciosas presentes na vida.
O ser humano necessita de lugares onde possa criar raízes. Sempre precisamos nos reconectar com as nossas fontes interiores mais profundas que nos refrescam e alimentam. Fácil não é, porém fica o desafio! .

Prof. Dr. José Pereira da Silva







  • Fontes: PROFESSOR DR. JOSÉ PEREIRA DA SILVA

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