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TRADIÇÃO QUE SE VESTE

A história da minha família no Corpo de Bombeiros
Há heranças que não cabem em cofres nem inventários. A minha veio na forma de uma farda, de uma Academia e de um capacete entregue a um Papa.
Em 1957, um jovem de 17 anos atravessou os portões da Academia do Barro Branco para iniciar o Curso Preparatório de Formação de Oficiais do Corpo de Bombeiros. Era meu pai, Oliveira Junior. Ali começava uma vida inteira entregue à Corporação — mais de três décadas de serviços, comandos e devoção ao próximo.
Em 1980, já major e comandante do 11º Grupamento de Bombeiros, na região do Vale do Paraíba, meu pai viveu o momento que marcaria sua vida e a história da nossa família: a entrega de um capacete do Corpo de Bombeiros ao Papa João Paulo II, por ocasião da visita do Santo Padre à Basílica de Aparecida. Nas mãos do Pontífice, um equipamento de combate ao fogo; aos olhos de meu pai, o símbolo de uma instituição inteira — e a consagração silenciosa de uma carreira dedicada a proteger vidas.
Trinta e um anos depois, em 1988, segui seus passos. Com os mesmos 17 anos com que ele entrara, atravessei os mesmos portões para cursar o mesmo CPFO. O mesmo Barro Branco, o mesmo juramento, a mesma chama. Como ele, dediquei mais de 30 anos à Corporação.
Honra, aprendi em casa, não se declara: se faz — com tradição e com história. A do pai que presenteou um Papa com o capacete dos bombeiros. A do filho que vestiu a mesma farda e serviu na mesma Academia. É com imenso orgulho que carrego a minha história e a da minha família — farda sobre farda, geração após geração. #cbpmesp #tradição #familia❤️ #taubate #celoliveiraneto






  • Fontes: CORONEL OLIVEIRA NETO

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